
Os 94 anos da Revolução Constitucionalista de 1932 foram celebrados na manhã desta quinta-feira (9), na Sala Princesa Isabel, no Palácio José Bonifácio. O ato cívico, promovido pela Prefeitura em parceria com a Associação dos Combatentes, reuniu autoridades civis e militares, familiares de ex-combatentes, representantes da sociedade civil e estudantes.
A prefeita em exercício Audrey Kleys destacou que a Prefeitura de Santos cumpre sua função histórica recebendo os familiares de ex-combatentes. “Foi um marco do resgate da nossa democracia e São Paulo fez brilhantemente o seu papel. Tivemos, sim, pessoas que morreram no front, mas que deixaram algo que foi especial, que foi o resgate da nossa cidadania. Essa história precisa passar de geração a geração. Tivemos crianças aqui com os seus familiares e essa história ainda será contada para muitas famílias. Nossa obrigação é fazer com que a história não fique somente em livros, mas que ela seja contada, vista, enaltecida e reconhecida. Esse é o nosso papel”, disse.
LUTA
O presidente da Associação dos Combatentes de 1932, Murilo Pinheiro Lima Cypriano, ressaltou a importância da data para São Paulo e para o Brasil. “São Paulo lutou pela constitucionalidade do nosso País, porque nós tínhamos naquela época, em 1930, o tirano Getúlio Dorneles Vargas. São Paulo se insurgiu contra esse sistema. Não ganhamos no campo de batalha, mas ganhamos no campo das ideias”, afirmou.
A Associação dos Combatentes homenageou sete representantes da sociedade santista, de instituições públicas, civis e militares, que atuam na preservação da memória histórica. Eles receberam medalhas e certificados como reconhecimento por suas contribuições.
CONFLITO ARMADO
A Revolução Constitucionalista foi o maior conflito armado do século 20 no Brasil, deflagrada em 9 de julho de 1932 por paulistas inconformados com o governo provisório de Getúlio Vargas. O movimento ganhou força após a morte dos jovens Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo, considerados os mártires do movimento, durante um protesto em maio daquele ano.
No total, foram mais de dois mil mortos e cerca de 35 mil civis mobilizados em defesa da criação de uma nova Constituição para o País. Apesar de militarmente derrotado, o movimento alcançou conquistas políticas significativas, como a instalação de uma Assembleia Constituinte e a promulgação da Constituição de 1934.
Essa iniciativa contempla o item 16 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU: Paz, Justiça e Instituições Eficazes. Conheça todos os artigos dos ODS.
Fonte: Prefeitura de Santos


